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Registro de autoridade
Neusa de Oliveira Bonfante
Pessoa · 1948 - atualmente

Neusa de Oliveira Bonfante, nascida em 5 de dezembro de 1948, em Barretos-SP, construiu uma carreira marcada por sua dedicação à área da saúde e à administração acadêmica, especialmente no âmbito da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp. Sua trajetória profissional começou em 1968, como secretária no Ambulatório do Projeto Jardim dos Oliveiras, uma iniciativa coordenada pelos Professores Dr. José Aristodemo Pinotti e Dr. Miguel Ignácio Tobar Acosta. Após o encerramento do projeto em 1970, Neusa seguiu atuando como secretária na Clínica de Tocoginecologia e Patologia Mamária, que funcionava na Santa Casa de Misericórdia de Campinas, dirigida pelo Prof. Dr. Pinotti.

Em 1986, Neusa ingressou na Reitoria da Unicamp como secretária do Prof. Dr. Pinotti, acompanhando-o em sua trajetória institucional. Posteriormente, foi transferida para o Hospital da Mulher “Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti” (CAISM), onde também contribuiu com o Centro de Pesquisa e Controle das Doenças Materno-Infantis de Campinas como secretária do Prof. Dr. Luis Guillermo Bahamondes. Em 1996, retornou ao CAISM para atuar no Departamento de Tocoginecologia da FCM, permanecendo até sua aposentadoria em 2011. Sua atuação, pautada pela eficiência e comprometimento, foi fundamental para o suporte administrativo de importantes projetos acadêmicos e de assistência médica da Unicamp.

Mario Mantovani
Pessoa · 1940 - 2010

O professor e médico Dr. Mario Mantovani (1940 - 2010) é figura de grande destaque na medicina brasileira. Nascido em 21 de julho de 1940, em Uberaba (MG), filho de imigrantes italianos, ele formou-se em Medicina pela Escola Paulista de Medicina, atual UNIFESP, em 1968. No ano seguinte, ingressou na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), onde consolidou sua trajetória acadêmica e profissional. Concluiu seu doutorado em 1973, tornou-se professor em 1978, quando obteve a Livre Docência em Cirurgia, e alcançou o título de Professor Titular em 1993.

Pioneirismo na Cirurgia de Trauma

Dr. Mantovani foi um entusiasta da Cirurgia de Urgência e Trauma, tendo criado, em 1987, a Disciplina de Cirurgia do Trauma na Unicamp. Este marco resultou na estruturação do atendimento a casos de urgências traumáticas e não traumáticas no Hospital de Clínicas da universidade, além da criação de uma enfermaria e um ambulatório específicos, que se tornaram referência nacional em ensino e pesquisa. Ele também foi responsável por ministrar disciplinas fundamentais, como Suporte Básico de Vida, Técnica Cirúrgica e Cirurgia do Trauma, contribuindo diretamente para a formação de gerações de médicos.

Legado Acadêmico e Científico

Dr. Mantovani desempenhou papel crucial na formação acadêmica e científica no Brasil. Criou a Residência Médica em Cirurgia do Trauma na Unicamp, voltada à especialização em atendimento a traumas e cirurgias de urgência. Fundou o LICIT (Laboratório de Investigação em Cirurgia do Trauma), localizado no Núcleo de Medicina e Cirurgia Experimental da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, que se tornou um centro de referência em pesquisas experimentais, formando diversos alunos de iniciação científica, mestres e doutores.
Sua contribuição científica é notável: publicou 230 artigos, editou 12 livros, escreveu 149 capítulos de obras, orientou 25 teses de mestrado e doutorado e participou de inúmeras bancas avaliadoras em instituições de todo o país. Organizou 20 congressos nacionais e cinco internacionais, consolidando sua liderança e influência na área.

“Pai das Ligas do Trauma”

Dr. Mantovani é reconhecido como o "pai das Ligas do Trauma" no Brasil. Ele fundou e incentivou a criação dessas ligas em diversas instituições, promovendo a especialidade de forma inovadora e eficiente. Em sua homenagem, ligas em São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro levam seu nome. Foi presidente do primeiro Congresso Brasileiro das Ligas do Trauma (CoLT), realizado em Campinas em 1999, além de presidir outros eventos de grande porte, como o X CoLT e o XXI Panamerican Trauma Congress em 2008, que marcaram a história da Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado (SBAIT).

Contribuições Administrativas e Reconhecimentos

Na Unicamp, ocupou cargos administrativos de destaque, incluindo a presidência do Comitê de Ética, a direção do Departamento de Cirurgia e a superintendência do Hospital de Clínicas. Como presidente da SBAIT em três gestões e da Comissão Especial Permanente de Trauma do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, ele consolidou a relevância do Brasil no cenário internacional.
Recebeu 34 homenagens ao longo da vida, sendo 18 delas de turmas de formandos de medicina, um reflexo de seu impacto como educador. Reconhecido por sua dedicação ao ensino, ética profissional e valorização da relação médico-paciente, Dr. Mario Mantovani deixa um legado inestimável, inspirando gerações de profissionais.
Sem dúvida, sua trajetória é um exemplo de excelência e compromisso com a medicina, a pesquisa e a educação, fazendo dele uma referência nacional e internacional em Cirurgia do Trauma e Urgência.

José Tadeu Jorge
Pessoa · 1953-

Natural de Santa Adélia-SP, graduou-se em Engenharia de Alimentos pela Unicamp em 1975. Também fez mestrado e doutorado pela mesma instituição. Concentra suas pesquisas na área de engenharia agrícola, com ênfase em armazenamento de produtos agrícolas. Foi diretor associado da Faculdade de Engenharia Agrícola de 1985 a 1987 e assumiu a direção geral da unidade entre 1987-1991 e 1999-2002. Ainda na década de 90 foi diretor executivo da Fundação de Desenvolvimento da Unicamp, Chefe de Gabinete do Reitor e Pró-Reitor de Desenvolvimento Universitário. De 2002 a 2005, foi coordenador geral da Universidade. Tadeu Jorge foi reitor da Unicamp por duas gestões: entre 2005 e 2009

Arlinda Rocha Camargo
Pessoa · 1967-1990

Arlinda Rocha Camargo foi designada para exercer as funções de tesoureira no Conselho Estadual de Educação (CEE) em 1963, sob a presidência de Zeferino Vaz. Assumiu as funções de secretária executiva, ocasião em que contribuiu para os trabalhos da Comissão Organizadora da Unicamp, designada por aquele Conselho em 1965. Sua atuação na Unicamp se deu oficialmente a partir de janeiro de 1967, após a autorização do funcionamento da instituição. “Dona Arlinda”, como era conhecida, atuou à frente da Secretaria Geral (SG) até 1990. Foi responsável pelos registros legais junto a órgãos governamentais, de estruturação e instalação da Universidade, bem como atos e reuniões colegiadas superiores.

Magali dos Reis
Pessoa · 1978-1992

Magali dos Reis iniciou as atividades na Unicamp em 1984 no Hospital das Clínicas (HC). Na década de 1990 foi lotada junto à creche da área da Saúde, onde permaneceu por quatro anos.

Unibanda
Pessoa · 198_ -2014

Inicialmente a Unibanda era uma banda informal da Universidade, com participação de alunos e servidores, selecionados pelo professor e maestro Benito Juarez. Foi extinta a partir da criação do Centro de Integração, Documentação e Difusão Cultural (CIDDIC) e a constituição da Escola Livre de Música (ELM).

Antonio Francisco Bastos
Pessoa · 1951-1964

O médico Antonio Francisco Bastos se formou na Unicamp em 1971. Foi designado para atuar no Departamento de Anatomia Patológica entre 1972 e 1974. Entre 1975 e 1979 foi professor da disciplina de Dermatologia do Departamento de Clínica Médica da FCM.

Antônio Paim Vieira
Pessoa · 1895-1988

O paulistano Antônio Paim Vieira (1895-1988) era desenhista desde os tempos da escola. Desenvolveu amplo trabalho artístico com diversas formas de expressão, como pintura, cerâmica, ilustração, gravura, cenografia, sendo pioneiro na xilogravura em São Paulo. Trabalhou como ilustrador de revistas, como a “Fon-Fon” e “Para Todos”. Ligado ao escritor modernista Menotti del Picchia, Paim ilustrou a edição "As Máscaras", publicada em 1920, e foi autor da paginação e das ilustrações de “Ariel”, revista literária fundada em 1923. A partir de 1927 dedicou-se à cerâmica com inspiração indígena. Foi considerado referência em caricaturas e figurações onomásticas, a exemplo das obras "Jeca Tatu", "O Capoeira" e "Coronel à Paisana". Em 1950 passou a dar aulas na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e, posteriormente, no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Também lecionou História de Arte e Estética na especialização em Desenho pelo Instituto de Educação Caetano de Campos.

Carlos Alfredo Joly
Pessoa · 1979-2012

O biólogo Carlos Alfredo Joly foi pioneiro nos estudos em ecofisiologia vegetal moderna no país. Seguiu, de certa forma, os passos do pai, Aylthon Brandão Joly, botânico e escritor de diversas obras na área. Graduado pela Universidade de São Paulo (USP) em 1976, Carlos fez mestrado na Unicamp em 1979 e doutorado na University of St. Andrews (Escócia), em 1982. Desde 1997, é professor titular na área de Ecologia Vegetal no Instituto de Biologia (IB) da Unicamp. Joly desenvolveu trabalhos de formulação de políticas públicas para a biodiversidade. Um dos mais importantes resultados dessas experiências foi a criação, em 1999, do Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (BIOTA-FAPESP, o “Instituto Virtual de Biodiversidade”), que trouxe importantes contribuições para o avanço científico e a elaboração de políticas em prol da biodiversidade. Em março de 2022, a Unicamp concedeu ao botânico o título de professor emérito da Universidade.