Perseu Abramo nasceu em São Paulo, em 17 de julho de 1929. Bacharel em Sociologia pela Universidade de São Paulo (1959), mestre em Ciências Humanas pela Universidade Federal da Bahia (1968). Iniciou no jornalismo em 1946 como revisor e trabalhou em diversos veículos de imprensa ao longo de sua carreira: O Estado de São Paulo, Folha Socialista, A Hora, Folha de São Paulo, entre outros. Foi professor universitário e também atuou em outros cargos relacionados à sua formação profissional. Militante sindical desde a década de 1950, lutou contra a ditadura militar e participou da fundação e estruturação do Partido dos Trabalhadores (PT). Atuou em cargos de direção e secretaria do PT até a sua morte, ocorrida em 06 de março de 1996.
Eloíza Felizardo Prestes nasceu em Niterói, Rio de Janeiro, no dia 31 de março de 1900. Em 1928, começou a trabalhar no jornal "A Esquerda", exercendo a função de secretária e auxiliar de guarda-livros. Em 1930, emigrou para a Argentina com sua família. Luiz Carlos Prestes, seu irmão, já estava exilado no mesmo país. Mudou-se com a família para a União Soviética no ano de 1931. Retornou ao Brasil em 1945 e filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro, no qual teve participação até o seu fechamento. Militou também em causas feministas e trabalhou como secretária no jornal "O Momento Feminino". A partir de 1956, atuou como secretária no escritório de advocacia de Sinval Palmeira até 1968, ano de sua aposentadoria. Faleceu em 3 de maio de 1998 na cidade do Rio de Janeiro.
Vanda Lacerda nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 10 de setembro de 1923. Formou-se em piano pela Escola Nacional de Música. Em 1943, pisou pela primeira vez num palco fazendo teatro amador por intermédio de Jerusa Camões, diretora do Teatro Universitário, local que agregava alunos de todas as escolas e faculdades do Rio de Janeiro. Ainda no fim da década de 1940, estreou como atriz da Rádio Nacional, de onde seria demitida anos depois com o golpe militar de 1964. Junto do ator Mário Brasini, com quem se relacionava, e outros dois casais de atores (Alberto Pérez e Iris Del Mar, Mílton Carneiro e María Luisa), fez parte da companhia Os Artistas do Povo (1947-1948). O grupo inovou com turnês pelo país num tempo em que as grandes companhias apresentavam-se apenas nas capitais de São Paulo e Rio de Janeiro, costume talvez derivado do “rastro de desordem” que os grupos teatrais costumavam deixar nas cidades por onde passavam, atitude abominada pelos atores de Os Artistas do Povo. Apesar do sucesso, o grupo foi extinto, segundo a atriz, “por pura falta de administração financeira”. Em 1950, casou-se com Mário, com quem teve uma filha, Cláudia, falecida ainda criança. Vanda Lacerda construiu uma respeitada carreira no teatro, mas atuou também no cinema e na televisão. Passava de um papel dramático à comédia com naturalidade, numa época em que os atores eram estigmatizados e, também por isso, foi muito elogiada pela crítica. Entre as telenovelas teve destaque em Minha Doce Namorada (1971), O Espigão (1974), Anjo Mau (primeira versão 1976), Sinal de Alerta (1979), Tudo ou Nada (1987), entre muitas outras. No início da década de 1980, dirigiu o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro (SATED-RJ), tendo assumido o cargo por temer uma intervenção do Ministério da Educação e Cultura, visto que o presidente anterior havia pedido demissão. Durante o período em que presidiu o sindicato (1981-1982), foi aprovada a lei que regulamentou a profissão de ator. Morreu em 14 de julho de 2001, aos 77 anos, vítima de edema pulmonar.
Francisco Paulo Gaona nasceu em Ypacaraí, Paraguai, no dia 2 de abril de 1901, filho de Fermín Gaona e Casimira Guerrero. Foi professor, jornalista, militante sindicalista e historiador do movimento operário paraguaio. Formou-se professor pela Escola Normal do Paraguai em 1920. Posteriormente, ingressou na Escola Normal de Professores Presidente Franco, onde obteve o título de professor normalista em 1924. Estudou Direito até o quarto ano na Universidade Nacional de Assunção (UNA) entre 1925 e 1929. Em relação à sua atuação em sindicatos e associações de trabalhadores, foi secretário geral da Asociación Ferroviaria, subsecretário geral da Unión Obrera del Paraguay (1926), secretário geral da Confederación Nacional de Trabajadores (1936) e secretário geral da Confederación de Trabajadores del Paraguay (1939). Dedicou-se também a recolher documentos do movimento sindical, a partir dos quais, escreveu "Introducción a la Historia Gremial y Social del Paraguay". Editado em três tomos e considerada como a obra fundacional da história social e sindical do país, seu primeiro volume foi publicado quando o autor encontrava-se exilado em Buenos Aires, em 1967. Postumamente a morte do autor, em 1987 e 1990, publicou-se no Paraguai os tomos II e III da mesma obra. Na Argentina, Francisco Gaona teve também preponderante ação sindical e social, entre outras coisas, organizou a primeira greve do algodão no território nacional do Chaco - hoje Província do Chaco -, em 1934, foi co-fundador do Sindicato Único de Portuários Argentinos (SUPA), em 1944, e secretário geral do Sindicato União Pessoal Auxiliar de Casas Particulares (UPACP) até 1974. Sua atuação sindical sempre lhe causou perseguições. Morreu em Buenos Aires, Argentina, em 8 de março de 1980.
Donald Pierson nasceu em Indianápolis, Estados Unidos, no dia 8 de setembro de 1900, filho de Robert Pierson e Mary Wilcox Pierson. Obteve seu doutorado pela Universidade de Chicago em 1939, com uma tese sobre as relações raciais no estado brasileiro da Bahia. Para tanto, realizou pesquisa de campo entre os anos de 1935 e 1937. Em seguida, foi um dos professores convidados a contribuir com a Escola Livre de Sociologia e Política de São Paulo, onde trabalhou de 1939 a 1959, lecionando Sociologia e Antropologia Social. Foi coordenador da graduação entre 1943 e 1957 e também responsável pela formação da coleção de Ciências Sociais na biblioteca da instituição, a partir de doações da American Library Association, do American Council of Learned Societies. Fez parte também, a partir de 1946, do Instituto de Antropologia da Smithsonian Institution. Deve-se destacar o papel de Donald Pierson como um dos transmissores da chamada "Escola de Chicago", linha sociológica norte americana com forte influência no Brasil. Estudou e publicou sobre o preconceito de raça no Brasil. Entre suas publicações, destacam-se os livros: "Negros in Brazil" (1942, tradução em 1945 sob o título "Brancos e Pretos na Bahia"), "Cruz das Almas" (1953), "Race Relations in Portuguese America" (1955) e "Teoria e Pesquisa em Sociologia" (1965).
Antônio Evaristo de Morais nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 26 de outubro de 1871, filho de Basílio Antônio de Morais e Elisa Augusta de Morais. Em 1883, foi admitido como aluno gratuito no externato do Colégio São Bento, onde faria em quatro anos os cursos primário e secundário. Pouco tempo depois de se formar em 1886, trabalhou como professor no mesmo colégio dando aulas de português, geografia e história. Em 1890, participou da construção do Partido Operário, primeira agremiação partidária de caráter socialista do Brasil. Também foi cofundador da Associação Brasileira de Imprensa, em 1908. Após trabalhar longos anos como assistente no escritório de advocacia de Silva Nunes e Ferreira do Faro, bacharelou-se em Direito pela Faculdade Teixeira de Freitas em 1916, aos 45 anos de idade. Destacou-se por sua vinculação às questões político-sociais de sua época. Dentre suas mais significativas atuações, estão a defesa do próprio pai, acusado de atentado ao pudor de menores no Preventório Santa Rita de Cássia, do qual era diretor, em 1896; de João Cândido Felisberto (1880-1969), também conhecido como "Almirante Negro", e um dos marinheiros rebelados na Revolta da Chibata em 1910; de Dilermando de Assis (1888-1951), autor do assassinato de Euclides da Cunha, em 1911; do jornalista e escritor Gilberto Amado (1887-1969), acusado de matar o poeta Aníbal Teófilo; e do militante anarquista Edgard Leuenroth (1881-1968), punido por sua suposta liderança na Greve Geral de 1917. Escreveu para vários jornais, entre eles "Gazeta Nacional", "Correio do Povo" e "Correio da Manhã", principalmente sobre temas ligados a problemas sociais, humanos e políticos. Em 1925, participou da fundação do Partido Socialista Brasileiro, cujo manifesto-programa foi da sua inteira responsabilidade. Dedicado à causa trabalhista, integrou o Ministério do Trabalho em 1931, então sob a direção de Lindolfo Collor (1890-1942), quando foram elaboradas a Lei de Sindicalização e as bases da legislação trabalhista que seria estabelecida durante o governo de Getúlio Vargas (1882-1954). Foi um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Criminologia em 1933, da qual seria eleito presidente em 1939. Em 1938, foi nomeado por decreto do governo da República lente de direito penal da Faculdade de Direito da Universidade do Brasil. Morreu em 30 de junho de 1939, na cidade do Rio de Janeiro.
Filho de Antônio da Fonseca Coelho e Ana Silvestre Coelho, Henrique Maximiano Coelho Neto nasce em Caxias, MA, em 21 de fevereiro de 1864.
Aos seis anos de idade, Coelho Neto muda-se com os pais para o Rio de Janeiro. Inicia-se nas leituras com um tio e cursa os estudos primários e secundários no Colégio São Bento e no Colégio Pedro II. Coelho Neto inicia o curso de Medicina, mas logo desiste de sua realização e, em 1883, matricula-se na Faculdade de Direito de São Paulo. Ali, envolve-se num movimento dos estudantes contra um professor e, prevendo represálias, transfere-se para Recife, onde cursa apenas o primeiro ano de Direito, curso que não chegará a concluir.
Em seguida, Coelho Neto regressa a São Paulo, filiando-se ao movimento abolicionista e republicano. De volta ao Rio de Janeiro, passa a se dedicar ao Jornalismo, trabalhando em prol das ideias às quais se vincula.
Em 1890, Coelho Neto casa-se com Maria Gabriela Brandão, com quem terá quatorze filhos, e é nomeado para o cargo de secretário do Governo do Estado do Rio de Janeiro. No ano seguinte, torna-se Diretor dos Negócios do Estado. Em 1892, é professor de História da Arte da Escola Nacional de Belas Artes e, mais tarde, professor de Literatura do Colégio Pedro II. Em 1910, é nomeado professor de História do Teatro e Literatura Dramática da Escola de Arte Dramática, sendo logo depois diretor do estabelecimento. Também exerce as atividades de professor de Literatura em Campinas/SP.
Eleito deputado federal pelo Maranhão, em 1909, Coelho Neto é reeleito no ano de 1917. Também exerce a ocupação de secretário-geral da Liga de Defesa Nacional e membro do Conselho Consultivo do Teatro Municipal.
Além de ocupar vários cargos públicos, Coelho Neto multiplica a sua atividade em revistas e jornais, no Rio de Janeiro e em outras cidades. Atua na área das Letras e frequenta rodas literárias. Forma um grupo juntamente com Olavo Bilac, Luís Murat, Guimarães Passos e Paula Ney, romanceando a história dessa geração na obra "A Conquista", de 1899.
Ao longo de suas atividades relacionadas à área da escrita, cultiva praticamente todos os gêneros literários, deixando uma obra extensa entre poesia, romances, contos, narrativas históricas e bíblicas, lendas, memórias, conferências, antologias, crônicas, livros didáticos, teatro, além de volumes inéditos. Destaca-se da sua obra os livros de contos "Sertão" (1896), "Treva" (1906) e "Banzo" (1913); os romances "Turbilhão" (1906), "Miragem" (1895), "Inverno em flor" (1897); as memórias romanceadas "A capital federal" (1893), "A conquista" (1899), "Fogo fátuo" (1929) e "Mano" (1924); as peças teatrais "Neve ao sol", "A muralha", "Quebranto" e "O dinheiro".
Em 1928, Coelho Neto é eleito "Príncipe dos Prosadores Brasileiros", através de concurso público realizado pelo periódico "O Malho". Fundador da Cadeira número 2 da Academia Brasileira de Letras, recebe os acadêmicos Osório Duque-Estrada, Mário de Alencar e Paulo Barreto.
Coelho Neto falece no dia 28 de novembro de 1934, no Rio de Janeiro.
Filho de Estevão de Araújo Almeida, jurista e professor de Direito, e Angelina de Andrade Almeida, Guilherme de Andrade e Almeida nasce em 24 de julho de 1890, na cidade de Campinas, SP.
Guilherme de Almeida divide os primeiros anos da infância entre a cidade natal, Limeira, Araras e Rio Claro, onde realiza os estudos primários. Em 1903, muda-se com a família para São Paulo. Ali, estuda no Colégio de São Bento e no Ginásio Nossa Senhora do Carmo, dos Irmãos Maristas, antes de ingressar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, formando-se em 1912. Na esfera profissional, atua como promotor público em Apiaíe, em Mogi-Mirim, durante um breve período. Em 1914, retorna à capital paulista para trabalhar com o pai, dedicando-se a essa tarefa até o ano de 1923.
Em 1916, Guilherme de Almeida estreia na literatura com as peças "Mon Coeur Balance" e "Leur Âme", escritas em parceria com Oswald de Andrade. Nesse mesmo ano, começa a escrever para jornais de São Paulo e do Rio de Janeiro e, no ano seguinte, publica seu primeiro livro de poemas: "Nós". Até 1922 - ano em que participa da realização da Semana de Arte Moderna, ao lado de Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Di Cavalcanti e Menotti del Picchia, entre outros - publica mais sete trabalhos: "A Dança das horas" (poesia, 1919); "Messidor" (poesia, 1919); "Livro de horas de Sóror Dolorosa" (poesia, 1920); "Natalika" (prosa, 1921); "Scheherazada" (ato em versos, 1921); "Narciso - a flor que foi um homem" (poesia, 1921) e "Era uma Vez..." (poesia, 1922). Foi um dos fundadores da revista "Klaxon" (porta-voz do movimento inaugurado com a Semana), integrando a equipe de editores e criando a capa do periódico.
Em 1923, Guilherme de Almeida casa-se com Belkis Barroso do Amaral (Baby) e se muda para o Rio de Janeiro, onde permanece até 1925. Nesse ano, publica quatro livros de poemas: "Narciso"; "Encantamento"; "Raça"; e "Meu". Também em 1925, viaja para o Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará, divulgando os ideais estéticos do movimento modernista através de artigos e conferências, a exemplo da "Revelação do Brasil pela poesia moderna".
Em 1926, ano de falecimento do seu pai, Guilherme de Almeida publica os livros de ensaio "Do Sentimento nacionalista na poesia brasileira" e "Ritmo, elemento de expressão". Dois anos depois, é eleito para a Academia Paulista de Letras, sucedendo seu pai na cadeira de nº 22. Em 1929, publica um novo livro de poesia, "Simplicidade". No ano seguinte, é eleito para a cadeira de nº 15 da Academia Brasileira de Letras, na vaga de Amadeu Amaral, sendo recebido por Olegário Mariano.
Em 1931, publica "Você" (poesia) e "Poemas escolhidos". No mesmo ano, torna-se co-proprietário dos jornais paulistas "Folha da Noite" e "Folha da Manhã", onde mantém a coluna "Sombra Amiga" até a mudança de propriedade do jornal, em 1945. Em 1932, lança "Cartas que eu não mandei" (poesia, 1932) e "Nova bandeira" (1932). Participa da Revolução Constitucionalista, lutando na cidade de Cunha, SP, mas é preso e exilado em Portugal, onde permanece até o ano seguinte. Esse período dá origem às crônicas reunidas no livro "O meu Portugal", publicado em 1933.
Ainda nos anos de 1930, publica mais um livro de poesia, "Acaso" (1938). Na década seguinte, são editadas as obras: "Cartas do meu amor" (poesia, 1941); "Estudante poeta" (teatro, em parceria com C. J. Barcelos, 1943); "Tempo" (poesia, 1944); "Poesia varia" (poesia, 1947); "Gonçalves Dias e o Romantismo" (conferência, 1948); "Joca" (poesia, 1948); e "Histórias talvez" (crônicas, 1949). Nos anos de 1950, publica "O anjo de sal" (poesia, 1951), "Toda poesia" (1952, em seis volumes), "Acalanto de Bartira" (poesia, 1954), "Camoniana" (poesia, 1956) e "Pequeno Romanceiro" (poesia, 1957).
Em 1959, Guilherme de Almeida é eleito "Príncipe dos Poetas Brasileiros", um concurso patrocinado pelo jornal "Correio da Manhã", por meio da seção "Escritores e livros", sendo escolhido por um "colégio eleitoral" de cerca de mil componentes. Em sua última década, lança: "A rua" (poesia, 1961); "Cosmópolis" (poesia, 1962); "Rosamor" (poesia, 1966); e "Os sonetos de G. A." (poesia, 1968).
Guilherme de Almeida distingue-se também nas atividades de heráldica e tradução. Na primeira, é criador dos brasões-de-armas de São Paulo (SP), Petrópolis (RJ), Volta Redonda (RJ), Londrina (PR), Brasília (DF), Guaxupé (MG), Caconde, Iacanga e Embu (SP). Na segunda, destaca-se a tradução dos poetas Paul Géraldy, Rabindranath Tagore, Charles Baudelaire, Paul Verlaine e da obra "Huisclos"("Entre Quatro paredes"), de Jean Paul Sartre. Além das produções citadas, destacam-se ainda um extenso trabalho jornalístico, a exemplo: da redação de "O Estado de São Paulo"; direção da "Folha da Manhã" e da "Folha da Noite"; fundação do "Jornal de São Paulo"; e redação do "Diário de São Paulo". Entre seus escritos nesse gênero, salienta-se também a coluna "Cinematographos", pioneira da crítica cinematográfica no Brasil, mantida no jornal "O Estado de S. Paulo", entre as décadas de 1920 e 1940.
Guilherme de Almeida falece em onze de julho de 1969, em sua casa, conhecida como a "Casa da Colina", onde residia desde 1946. Na década de 1970, a residência foi adquirida pelo Governo do Estado de São Paulo, que a transformou no museu biográfico e literário Casa Guilherme de Almeida, inaugurado em 1979. Hoje, a Instituição abriga também um Centro de Estudos de Tradução Literária.
