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Registro de autoridade
Antonio Jofre de Vasconcelos
Pessoa · 1968-

O médico Antonio Jofre de Vasconcelos foi admitido como monitor do Laboratório de Banco de Sangue da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) em dezembro de 1969. Atuou na Unicamp até setembro de 1971.

Antônio Jofre de Vasconcelos
Pessoa · 1946 - atualmente

Antônio Jofre de Vasconcelos, nascido em 25 de novembro de 1946, na cidade de Jacutinga, Minas Gerais, é um médico e inventor reconhecido por sua contribuição pioneira à ciência durante sua formação acadêmica na Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele integrou a quarta turma de medicina da instituição, estudando de 1966 a 1971.

A Invenção do Campímetro de Jofre

Ainda como estudante, em 1970, Jofre de Vasconcelos realizou uma pesquisa científica que resultou na criação de um dispositivo inovador para a época: o Campímetro de Jofre. Este aparelho, projetado para medir e registrar o campo visual de pacientes, destacava-se por ser portátil, de baixo custo e funcional sem a necessidade de energia elétrica. Sua praticidade e eficiência fizeram com que o dispositivo se tornasse valioso para exames oftalmológicos e neurológicos, contribuindo para diagnósticos mais acessíveis e precisos.

No dia 6 de junho de 1970, Jofre deu entrada no pedido de registro de patente do aparelho, descrito como um “novo e original aparelho para exame médico de um campo visual”. A invenção foi registrada sob os números 12.463 (SP) e 220.748 pelo Departamento Nacional de Propriedade Industrial (DNPI) no Rio de Janeiro. Este feito tornou a patente do Campímetro de Jofre a primeira registrada por um aluno ou professor da Unicamp, destacando-se como um marco na história da inovação tecnológica da universidade.

Legado e Impacto

O Campímetro de Jofre exemplifica a capacidade criativa e o compromisso com a ciência aplicada, mesmo durante a graduação. Sua invenção refletiu o espírito inovador da Unicamp, que se consolidava como uma instituição de ponta na pesquisa científica brasileira. O aparelho possibilitou avanços no diagnóstico médico em áreas como neurologia e oftalmologia, sendo um precursor no desenvolvimento de dispositivos acessíveis para a saúde.

A história de Antônio Jofre de Vasconcelos é frequentemente lembrada na Unicamp como um exemplo de como a ciência pode aliar criatividade e impacto social. Sua invenção permanece como símbolo da capacidade de alunos e pesquisadores em transformar conhecimentos acadêmicos em soluções práticas para a sociedade.

Antonio Jofre Vasconcelos
Pessoa · 1968

O médico Antonio Jofre de Vasconcelos foi admitido como monitor do Laboratório de Banco de Sangue da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) em dezembro de 1969. Atuou na Unicamp até setembro de 1971.

Antônio Paim Vieira
Pessoa · 1895-1988

O paulistano Antônio Paim Vieira (1895-1988) era desenhista desde os tempos da escola. Desenvolveu amplo trabalho artístico com diversas formas de expressão, como pintura, cerâmica, ilustração, gravura, cenografia, sendo pioneiro na xilogravura em São Paulo. Trabalhou como ilustrador de revistas, como a “Fon-Fon” e “Para Todos”. Ligado ao escritor modernista Menotti del Picchia, Paim ilustrou a edição "As Máscaras", publicada em 1920, e foi autor da paginação e das ilustrações de “Ariel”, revista literária fundada em 1923. A partir de 1927 dedicou-se à cerâmica com inspiração indígena. Foi considerado referência em caricaturas e figurações onomásticas, a exemplo das obras "Jeca Tatu", "O Capoeira" e "Coronel à Paisana". Em 1950 passou a dar aulas na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e, posteriormente, no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Também lecionou História de Arte e Estética na especialização em Desenho pelo Instituto de Educação Caetano de Campos.

Antonio Piccarolo
Pessoa · 1863-1947

Nasceu em 01 de março de 1863, na província de Alessandria, Piemonte. Cursou Direito na Faculdade de Letras e Filosofia da Universidade de Turim. Participou da constituição do Partito dei Lavorati Italiani (depois Partido Socialista Italiano) e ocupou a posição de administrador do periódico socialista de Turim, Il Grido del Popolo. Em 1904 é convidado pelo Partido Socialista para dirigir o jornal Avanti! em São Paulo. Em 1º- de janeiro de 1906, funda o seu próprio jornal, Il Secolo, e iniciava uma polêmica com outros socialistas, então reunidos em torno do Avanti!, que só terminaria em 1923, através da coalizão antifascista.Em 1908, fundou em São Paulo, o Centro Socialista Paulistano, do qual resultou como manifesto de criação a obra O socialismo no Brasil.
Piccarolo atuou ativamente na área da educação como professor de latim e criador de cursos e escolas diversas. Fundou o primeiro órgão antifascista de São Paulo, La Difesa, e o orientou até 1926. Participou também, como membro e simpatizante da “Sociedade Amigos da América”, entidade anti-fascista e de apoio aos Aliados durante a 2ª- Guerra Mundial.

Arlinda Rocha Camargo
Pessoa · 1967-1990

Arlinda Rocha Camargo foi designada para exercer as funções de tesoureira no Conselho Estadual de Educação (CEE) em 1963, sob a presidência de Zeferino Vaz. Assumiu as funções de secretária executiva, ocasião em que contribuiu para os trabalhos da Comissão Organizadora da Unicamp, designada por aquele Conselho em 1965. Sua atuação na Unicamp se deu oficialmente a partir de janeiro de 1967, após a autorização do funcionamento da instituição. “Dona Arlinda”, como era conhecida, atuou à frente da Secretaria Geral (SG) até 1990. Foi responsável pelos registros legais junto a órgãos governamentais, de estruturação e instalação da Universidade, bem como atos e reuniões colegiadas superiores.

Armando de Campos Pereira
Pessoa

Natural de Salvador, Armando de Campos Pereira exerce, durante a vida, as atividades de médico legista, jornalista, perito em medicina legal e bibliotecário.

Em 1911, também desempenha a função de auxiliar acadêmico do Instituto Nina Rodrigues, vinculado à Faculdade de Medicina da Bahia, auxiliando o Dr. Oscar Freire de Carvalho na instalação do Serviço Médico Legal da Bahia. Em 1915, passa de auxiliar médico da seção de Estatística Demográfico - Sanitária, ao cargo de médico verificador de óbitos e logo depois passa para o cargo de médico legista. Até 1918, exerce a função de preparador extraordinário da Faculdade de Medicina da Bahia. Em 1920, é exonerado do cargo.

No ano de 1925, Armando de Campos Pereira é jornalista do jornal "A Tarde". No mesmo ano, é diretor interino do Instituto Nina Rodrigues. Em 1934, é nomeado chefe da Divisão de Biblioteca e Cinema Escolares do Departamento de Educação do Distrito Federal. Em 1950, ocupa o cargo de médico legista no Departamento Federal de Segurança Pública.

Arsênio Oswaldo Sevá Filho
Pessoa · 1948-2015

Arsênio Oswaldo Sevá Filho nasceu na cidade de Campinas, São Paulo, em 18 de agosto de 1948. Concluiu o antigo ensino ginasial no Colégio Culto à Ciência, época em que ingressou no movimento estudantil secundarista. Graduou-se em Engenharia Mecânica de Produção pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) em 1971, e obteve o mestrado na mesma especialidade na COPPE/UFRJ, em 1974. No ano seguinte e em parte de 1976, trabalhou comissionado no então Ministério de Educação e Cultura, no Departamento de Assuntos Universitários. Entre 1976 e 1986, atuou como professor do Centro de Tecnologia da UFPB, em João Pessoa. Obteve o doutorado em Letras e Ciências Humanas pela Universidade de Paris-I Panthéon-Sorbonne, em 1982, com pesquisa sobre os aspectos políticos e geográficos dos investimentos internacionais em eletricidade, mineração e metalurgia. Em 1988, obteve por concurso o título de Livre-Docente na área de Mudança Tecnológica e Transformações Sociais do Instituto de Geociências da Unicamp. Em 1991, foi admitido no quadro docente permanente da universidade, integrando o Departamento de Energia da Faculdade de Engenharia Mecânica, onde também fez parte, até 2007, do corpo docente pleno na área de pós-graduação em Planejamento Energético. Na mesma faculdade, criou a disciplina Energia, Sociedade e Meio Ambiente e a linha de pesquisa correspondente, na qual orientou várias teses de doutorado e dissertações de mestrado. Foi credenciado como docente colaborador em cursos de pós-graduação no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp: em 2007, no departamento de Antropologia, na área de concentração Processos Sociais e Territorialidades; e em 2008, no de Ciências Sociais, na área Processos Sociais, Identidades e Representações no Mundo Rural. A trajetória de Oswaldo Sevá foi marcada pela militância – cotidiana e institucional – na defesa dos direitos das pessoas e do meio ambiente frente aos abusos e devastação consequentes dos grandes empreendimentos de produção e distribuição de energia, principalmente no setor hidrelétrico. Nesse sentido, foi pesquisador de destaque no cenário nacional e internacional em questões relacionadas ao meio ambiente, realizou o mapeamento de riscos ambientais em diferentes regiões brasileiras e trabalhou junto a diversas entidades ligadas à causa ambiental. Também se tornou uma referência por assessorar movimentos sociais populares como o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), e de trabalhadores das grandes obras e empreendimentos dos setores energéticos. Atuou interdisciplinarmente nas áreas de saúde do trabalhador e de conflitos ambientais decorrentes de projetos e ações desenvolvimentistas. Junto às comunidades e povos atingidos, construiu formas de produção de conhecimento sobre seus territórios e os conflitos que os envolviam, instrumentalizando-as, dessa maneira, em suas lutas por direitos. Morreu em 28 de fevereiro de 2015.

Arthur Bernardes
Pessoa · 1875-1955

Arthur da Silva Bernardes nasceu em Viçosa, Minas Gerais, no dia 08 de agosto de 1875. Iniciou o estudo universitário como aluno ouvinte no primeiro ano da Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais, em 1896. Após se transferir para a Faculdade de Direito de São Paulo, formou-se advogado em 1900. Em 1903, casou-se com Clélia Vaz de Melo, filha de Carlos Vaz de Melo, importante político da Zona da Mata mineira, Deputado e Senador da República. Após a morte do sogro em 1904, Bernardes assumiu o comando da política municipal e também da direção do jornal da cidade de Viçosa. Iniciou sua carreira política como vereador e presidente da Câmara Municipal, em 1906. Pelo Partido Republicano Mineiro (PRM), foi eleito deputado federal (1909 e 1915) e presidente de Minas Gerais (1918-1922), além de ter sido nomeado secretário das finanças do estado ainda em 1910. Durante esse período, fortaleceu a economia e a política mineira e reformulou o PRM, tornando-se seu principal líder. Eleito Presidente da República para o período de 1922 a 1926, seu mandato foi cumprido em ambiente político tenso, governando praticamente sob estado de sítio e ameaça revolucionária por parte do movimento tenentista. Enfrentou grave crise econômico-financeira, reorganizou o crédito bancário, realizou a reforma do ensino, criou o Conselho Nacional do Trabalho, instituiu a Lei de Imprensa e propôs uma divisão nos Códigos Penal e Comercial. Ao deixar a Presidência, foi eleito senador (1927-1930) e atuou como um dos líderes da Revolução Constitucionalista de 1932. Derrotado o movimento, foi preso e permaneceu exilado em Portugal por dois anos. Anistiado, retornou ao Brasil e foi eleito mais uma vez deputado federal (1935-1937), quando ocorreu o golpe do Estado Novo. Foi um dos signatários do manifesto dos mineiros em 1943, manifestação contrária à ditadura de Getúlio Vargas. Após o período ditatorial, elegeu-se deputado federal pela quarta vez (1946-1955), agora pelo Partido Republicano (PR), posto que ocupou até o seu falecimento em 23 de março de 1955, na cidade do Rio de Janeiro.

Arthur Nazareno Pereira Villagelin
Pessoa · 1929-2000

O jornalista Arthur Nazareno Pereira Villagelin (1929-2000) nasceu e faleceu em Campinas, SP. Seu pai, José Villagelin Netto, foi professor da Escola Normal Carlos Gomes e também jornalista. Arthur Villagelin formou-se em Jornalismo pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Católica de Campinas, atual Pontifícia Universidade Católica (PUC-CAMP). Trabalhou em diversos órgãos da imprensa campineira, como a revista “Palmeiras”, os jornais “Correio Popular”, “Diário do Povo”, “A Defesa” e “Jornal de Campinas”. Foi diretor de redação do jornal “City News”, auxiliar da sucursal do “Diário da Noite” e “Diário de São Paulo”, e diretor da sucursal do jornal “Última Hora”. Trabalhou, também, no Serviço de Sericultura da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, na Secretaria dos Negócios da Fazenda, na Singer do Brasil S/A, na União dos Viajantes e Representações Comerciais e na Prefeitura Municipal de Campinas. Foi conselheiro e diretor da Associação Campineira de Imprensa (ACI) e sócio-fundador da Associação de Cronistas Esportivos de Campinas (ACEC). Iniciou sua pesquisa sobre a origem dos nomes dos logradouros da cidade de Campinas (ruas, avenidas, travessas e praças) durante o seu trabalho na Prefeitura Municipal.