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Notice d'autorité
Michael Beaumont Wrigley

Michael Beaumont Wrigley nasceu no dia 4 de setembro de 1953, em Leeds, Londres. Iniciou sua graduação em Matemática, na University College, na Grã-Bretanha. Ingressou já no segundo ano em Filsofia e bacharelou-se pela University of Kent at Canterbury, na Grã-Bretanha, em 1978. Nesse mesmo ano, ingressou no programa de Filosofia da Universidade de Oxford e iniciou suas pesquisas sobre a filosofia de Wittgenstein, particularmente sobre a filosofia da matemática de Wittgenstein. Sua dissertação de mestrado intitulou-se: Alguns aspectos da filosofia da matemática de Wittgenstein (Some aspects of Witgenstein's Philosophy of Mathematics). Inscreveu-se no programa de doutorado da Universidade da Califórnia, em Berkeley, em 1980, obtendo o título de doutor em 1987, com a tese "Os estágios iniciais da Filosofia da matemática de Wittgenstein" (Wittgenstein's early Philosophy of Mathematics). Durante seu doutoramento manteve contato com importantes filósofos, dentre eles: Paul Feyerabend, John Searle e Marcelo Dascal e, também com alguns nomes da lógica mundial, como Alfred Tarski, Robert Solovay e Newton da Costa. O contato com os Professores Dascal e da Costa rendeu-lhe um convite para lecionar no Departamento de Filosofia, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. No período de 1985 a 1986 atuou como Professor Assistente de Filosofia na Universidade Americana do Cairo, Egito. Em 1988 foi aprovado como Professor na área de Epistemologia, do Departamento de Filosofia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, sendo contratado em 19 de abril de 1989, iniciando suas atividades docentes em 1 de março de 1990. Foi um dos membros fundadores da Sociedade Brasileira de Ciência cognitiva. Em 1992, o Professor Michael se integra ao Grupo de Lógica do IFCH/Unicamp, composto pelos Professores Walter A. Carnielli, Antônio Mario Sette e Itala Maria Loffredo D´Ottaviano. Foi membro do Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLE) da Unicamp desde 1992. O Professor Michael Wrigley coordenava a Seção de Publicações do CLE quando veio a falecer em 9 de agosto de 2003.

Newton Freire-Maia

Newton Freire-Maia foi geneticista, pesquisador e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Nasceu na cidade de Boa Esperança (MG) em 29 de Junho de 1918, filho de Belini Augusto Maia e de Maria Castorina Freire Maia. Em 1945 formou-se em odontologia pela Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas (EFOA), porém não chegou a exercer a profissão. Em março de 1946 iniciou o curso de graduação em Biologia Geral pela Universidade de São Paulo (USP), e no mesmo ano chegou a lecionar nesta universidade. Neste período dedicou-se principalmente ao estudo da genética em moscas do gênero Drosophila. Em 1951 concluiu o curso e foi para Curitiba (PR), onde se tornou professor titular da Universidade Federal do Paraná (UFPR). No mesmo ano fundou ali o Laboratório de Genética, embrião do Departamento de Genética, instituído em 1971. Entre 1956 e 1957 fez aperfeiçoamento no Departamento de Genética Humana da Universidade de Michigan (Estados Unidos), com bolsa da Fundação Rockefeller. Em 1960 concluiu o doutorado em biofísica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com a tese “Casamentos Consanguíneos no Brasil”, sob a orientação do professor Antonio Geraldo Lagden Cavalcanti. Em 1970 foi para Genebra (Suíça), onde trabalhou durante um ano como cientista da Unidade de Genética Humana da Organização Mundial de Saúde (OMS). Em 1971 tornou-se membro titular da Academia Brasileira de Ciências. Foi sócio fundador e ocupou cargos na Sociedade Brasileira de Genética e na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Escreveu cerca de 500 trabalhos científicos, entre artigos, livros, capítulos e resumos, em publicações nacionais e internacionais, destacando-se os seguintes temas de genética animal e humana: polimorfismo no gênero Drosophila, casamentos consanguíneos, malformações congênitas, displasias ectodérmicas e efeitos das radiações ionizantes. Após sua conversão ao catolicismo no início da década de 1980, dedicou-se também ao estudo das relações entre ciência e religião. Recebeu inúmeras homenagens, e em 2002 foi agraciado pela Ordem Nacional do Mérito Científico. O Professor Doutor Newton Freire-Maia faleceu no dia 10 de maio de 2003, em Curitiba, aos 84 anos de idade.

Hilda de Almeida Prado Hilst

Hilda Hilst nasce em 21 de Abril de 1930 em Jaú, interior de São Paulo. Filha do fazendeiro, ensaísta e poeta Apolônio de Almeida Prado Hilst e de Bedecilda Vaz Cardoso.O casal não chega a se matrimoniar e, em 1932, Bedecilda separa-se de Apolônio, mudando-se para Santos, litoral paulista, com Hilda e Ruy Vaz Cardoso, filho de um relacionamento anterior.Cerca de três anos depois, Apolônio é diagnosticado esquizofrênico paranoico. Daí em diante passará por inúmeras internações e tratamentos até o final de sua vida, que se dará em 24 de setembro de 1966. Após esse diagnóstico e devido aos longos períodos de tratamentos, Hilda se encontrará com o pai raríssimas vezes.Com sete anos ela é matriculada como aluna interna no colégio Santa Marcelina, na cidade de São Paulo. Em 1945 inicia o curso clássico no colégio do Instituto Presbiteriano Mackenzie, concluído em 1948, quando se matricula no curso de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo. Ali conhece a escritora Lygia Fagundes Telles, amiga e companheira para o resto de sua vida. Forma-se em 1952, mas exercerá a profissão apenas por apenas alguns meses entre 1953 e 1954. Durante o período de bacharelado lançou suas primeiras obras poéticas: "Presságio" (1950) e "Balada de Alzira" (1951).Em 1954, depois de uma viagem à Argentina e ao Chile, muda-se para um apartamento de sua mãe em São Paulo. Nos anos cinquenta publica ainda "Balada do Festival" (1955) e "Roteiro do silêncio" (1959).Sua produção acelera: em 1960 lança "Trovas de Muito Amor para um Amado Senhor", em 1961 sai "Ode Fragmentária" e em 1962 "Sete Cantos do Poeta para o Anjo", que lhe concede o Prêmio Pen Clube de São Paulo.Por volta de 1964, Hilda retorna para o interior do Estado de São Paulo, mudando-se para a Fazenda São José, propriedade de sua mãe, a 11 quilômetros de Campinas.Em 1966 muda-se para a Casa do Sol, local que construiu nas terras da fazenda e que será sua residência até o final da vida, e se casa com o escultor Dante Casarini.Em 1967 publica sua primeira coletânea: "Poesia 1959-1967".Nos anos seguintes, Hilda, até então reconhecida como poeta, se dedica a dois novos gêneros: prosa de ficção e dramaturgia. Em apenas três anos compõe oito peças: "A Possessa" (1967), "O Rato no Muro" (1967), "O Visitante" (1968), "Auto da Barca de Camiri" (1968), "O Novo Sistema" (1968), "Aves da Noite" (1968), "O Verdugo" (1969), vencedora do Prêmio Anchieta, e, por fim, "A Morte do Patriarca" (1969).Em 1970 publica "Fluxo-Floema", sua primeira obra em prosa de ficção.No dia 31 de maio do ano seguinte sua mãe falece.Em 1973 lança "Qadós" e em 1974 retorna à poesia com "Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão". Não voltará a escrever dramaturgia novamente. Por sua vez, as produções de poemas e de ficção seguirão em paralelo.Em 1977 publica "Ficções", que recebe prêmio de "Melhor Livro do Ano" conferido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Em 1980 lança três livros: uma nova coletânea, "Poesia 1959-1979"; um livro de poemas inéditos, "Da Morte/Odes Mínimas"; e um de prosa de ficção, "Tu não te Moves de Ti". No ano seguinte recebe o prêmio da APCA pelo conjunto da obra.Nos próximos anos, nova sequência de publicações: "A Obscena Senhora D" (1982), "Cantares de Perda e Predileção" (1983), "Poemas malditos, gozosos e devotos" (1984), "Sobre a tua Grande Face" (1986) e "Com meus Olhos de Cão" (1986).Em 1989 sai "Amavisse".Em 1990 são mais três livros: "O Caderno Rosa de Lori Lamby"; "Contos d´Escárnio/Textos Grotescos" e "Alcoólicas". Depois, segue nova sequência: "Cartas de um Sedutor" (1991); "Do Desejo" (1992); "Bufólicas" (1992) e "Rútilo nada" (1993).Entre 1992 e 1995, escreve crônicas semanais para o jornal "Correio Popular", da cidade de Campinas, SP.Suas últimas obras inéditas publicadas são "Cantares do sem nome e de partidas" (1995) e "Estar Sendo/Ter Sido" (1997).No dia 4 de fevereiro de 2004 Hilda Hilst falece no Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas.Fontes: DINIZ, Cristiano & DESTRI, Luisa. "Cronologia". In: PÉCORA, Alcir (org.). "Por que ler Hilda Hilst". SP: Globo, 2010; DUARTE, Edson Costa & FUENTES, José Luís Mora. "Cronologia". In: HISLT, Hilda. "A obscena senhora D". SP: Globo, 2002; CADERNOS de Literatura Brasileira. São Paulo: Instituto Moreira Salles, n. 8, out. 1999.