O 13 de Maio – Núcleo de Educação Popular iniciou suas atividades na cidade de São Paulo em 13 de maio de 1982, fundado a partir do racha com a Federação dos Órgãos para Assistência Social (FASE). A entidade de natureza anticapitalista, desenvolvia cursos de formação política para trabalhadores no intuito de capacitá-los para a militância. Por meio de diversos educadores por ela formados propagava essa formação para outros locais do país. O curso incluía assuntos tais como: comunicação de militantes, sindicatos, história do movimento operário, história das revoluções, dentre outros. Nesse sentido, acumulou materiais que fomentaram esse curso, bem como documentos sobre o funcionamento da instituição. Apesar da extinção da entidade, muitos dos monitores formados ainda se reúnem e mantêm-se atuantes. Alguns materiais de seu acervo encontram-se com seus participantes.
O engenheiro de alimentos Antonio José de Almeida Meirelles tomou posse como o 13º reitor da Unicamp em 19 de abril de 2021. Foi nomeado para o cargo pelo governador de São Paulo, depois de vencer a consulta à comunidade da Unicamp. Antes de chegar à Reitoria, Meirelles ocupou outras posições administrativas na Unicamp. Foi membro da bancada dos docentes no Conselho Universitário (CONSU), diretor da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) e coordenador associado do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Alimentação (Nepa). É doutor em Engenharia de Processos Térmicos, pela Technische Hochschule Merscburg, e em Ciências Econômicas, no Instituto de Economia (IE) da Unicamp. Realiza pesquisas nas áreas de bioenergia, biorrefinarias e processos de purificação de produtos alimentícios e agroindustriais. A tecnologia desenvolvida como parte de seu doutorado no exterior rendeu-lhe o Prêmio Jovem Cientista de 1989, concedido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e é responsável atualmente por cerca de 30% da produção brasileira de álcool anidro. Em economia, seus principais temas de estudo são teoria monetária e desenvolvimento de modelos macroeconômicos.
A Associação Brasileira de Antropologia (ABA) é a mais antiga das associações científicas existentes no país na área das ciências sociais, ocupando hoje um papel de destaque na condução de questões relacionadas às políticas públicas referentes à educação, à ação social e à defesa dos direitos humanos. No decorrer de sua história, ela tem sido voz atuante em defesa das minorias étnicas, dos discriminados e posicionando-se consistentemente contra a injustiça social. Embora a ABA só tenha sido fundada por ocasião da 2ª Reunião Brasileira de Antropologia, em Salvador, em julho de 1955, vale ressaltar que uma reunião brasileira de antropologia já estava sendo planejada desde o início do ano de 1948, quando o Ministro da Educação e Saúde designou, por meio de portaria datada de 20 de fevereiro daquele ano, uma comissão integrada por Álvaro Fróes da Fonseca, Edgard Roquette Pinto, Arthur Ramos e Heloisa Alberto Torres, para planejar o Primeiro Congresso Brasileiro de Antropologia. Publica, desde 2004, a a revista acadêmica VIBRANT (Virtual Brazilian Anthropology) e desde 2014, a revista eletrônica Novos Debates.
Em São Paulo, durante a realização do II Instituto Brasileiro de Linguística, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística do Museu Nacional, o professor Joaquim Mattoso Câmara Jr., então presidente da Asociación de Lingüística y Filología de América Latina, ALFAL, convoca, no dia 09 de janeiro de 1969, diversos professores interessados na instalação da Associação Brasileira de Linguística.
Após historiar as iniciativas tomadas nesse sentido, o professor Mattoso Câmara informa que os objetivos daquela reunião eram a discussão e a aprovação dos estatutos da ABRALIN, e a eleição de uma diretoria "pro tempore".
Indicado para presidência da Associação, Mattoso Câmara, no entanto, propõe aos membros que o professor Aryon Dall'Igna Rodrigues, então coordenador do Programa de Pós-Graduação em Linguística do Museu Nacional e diretor do II Instituto Brasileiro de Linguística, assumisse o cargo.
Assim, o Conselho Científico foi integrado pelos professores Joaquim Mattoso Câmara Jr. (UFRJ), Nélson Rossi (UFBA), Isaac Nicolau Salum (USP), Geraldo Lapenda (UFPE), Jürn Jacob Philipson (USP) e Ataliba Teixeira de Castilho (FFCL de Marília, SP).
A ideia da fundação da Associação de Linguística e Filologia da América Latina, ALFAL, ocorre durante o IX Congresso Internacional de Linguística, organizado pelo Comitê Internacional Permanente de Linguistas (CIPL/ UNESCO), realizado em Cambridge, Massachusetts, em agosto de 1962. Sua efetivação, no entanto, só acontece dois anos depois, em uma reunião realizada pelo Instituto de Filologia da Universidade do Chile, em Viña del Mar, Chile.
Entre 1966 e 1981, a ALFAL desenvolve suas atividades em conjunto com o Programa Interamericano de Linguística e Ensino de Idiomas (PILEI). Neste período, à Associação coube a tarefa de organizar congressos, enquanto que, ao PILEI, coube promover projetos coletivos de pesquisa, simpósios e institutos.
Em janeiro de 1966, é realizado em Montevidéu, Uruguai, o I Congresso Internacional da ALFAL. O segundo Congresso ocorre três anos depois, em São Paulo. Até o ano de 1981, quando a parceria acaba, devido ao desaparecimento do PILEI, são realizados mais quatro congressos. A ALFAL assimila, então, alguns projetos que eram desenvolvidos no PILEI.
A nova etapa que se inicia a partir daí caracteriza-se, principalmente, pela determinação em se manter a Associação, aumentar seu número de associados e estimular os interessados nas atividades da ALFAL.
A partir de 1984, ocorrem mais sete congressos internacionais. O IX ocorre na cidade de Campinas, em agosto de 1990, no Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (IEL - UNICAMP). O XIII Congresso, o último realizado, acontece em San José, na Costa Rica, em fevereiro de 2002. A partir de 1989, passa a ser publicado o primeiro número da revista "Linguística", que em 2002 chega ao seu 14º número.
A ALFAL é constituída por Comissões de Pesquisa, que são o núcleo da Associação. Essas comissões são integradas por especialistas, que se reúnem voluntariamente, e organizadas através de uma agenda de pesquisas, cujos resultados são apresentados nos congressos internacionais. É administrada por uma Diretoria composta por Presidente, Secretário Geral e Tesoureiro, que exercem um mandato de seis anos. Essa Comissão é renovada, pela metade, a cada três anos. O órgão deliberativo máximo é a Assembleia Geral, convocada a cada três anos pelo Presidente. Seis vogais, igualmente eleitos, fiscalizam e aprovam os informes da presidência, da secretaria e da tesouraria, auxiliando-a em suas deliberações. Delegados regionais nomeados pela Diretoria auxiliam-na nas tarefas administrativas.
A Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (ANPOLL) é uma entidade jurídica sem fins lucrativos, fundada em 21 de maio de 1984, por professores reunidos em Brasília/ DF.
A principal característica dessa entidade é a capacidade de associar Programas de Pós-Graduação em Letras e Linguística das diversas instituições brasileiras, que funcionam através de Grupos de Trabalho (GT), agrupados por tema.
A ANPOLL é gerida por uma Diretoria, com mandato de dois anos, eleita com base em um programa de gestão, submetido à aprovação da Assembleia da Associação. Organiza encontros nacionais, que são realizados segundo uma norma: nos anos ímpares, volta-se para uma discussão geral sobre a Pós-Graduação brasileira, com a participação de coordenadores dos Programas de Pós-Graduação e dos Grupos de Trabalho; nos anos pares, concentra-se na discussão acerca dos Grupos de Trabalho e na articulação entre eles.
O objetivo da ANPOLL é incentivar o estudo, o ensino e a pesquisa, especificamente nas áreas de Letras e Linguística; promover a divulgação e o intercâmbio de trabalhos científicos produzidos nessas áreas; estimular os debates entre os responsáveis pelos estudos e pesquisas para que estas possam contribuir diretamente para a solução de problemas nacionais relacionados à língua e à linguagem; promover o intercâmbio docente e a cooperação entre as diversas instituições de pós-graduação e pesquisa; apoiar as iniciativas de seus associados e diligenciar o apoio necessário junto às agências de coordenação, de fomento e de financiamento da pós-graduação e da pesquisa existentes no país e no exterior.
Desde 1995, a ANPOLL publica a "Revista da ANPOLL", periódico que seleciona para cada número artigos baseados em temática estabelecida pelos participantes. A partir de 1997, a revista, que era anual, passou a ser publicada semestralmente.
O I Plano Nacional de Reforma Agrária da Nova República, aprovado pelo então Presidente da República, José Sarney, através do decreto 90.766, de 10.10.1985, buscou mecanismos políticos, econômicos e financeiros para viabilização da implantação da reforma agrária no Brasil. Vários segmentos da sociedade civil enviaram sugestões ao Ministério a partir de março de 1985, foram analisados e serviram de subsídio para a equipe técnica elaborar o 1º Plano Nacional de Reforma Agrária. Ficaram arquivados na Coordenadoria de Estudos e Pesquisas do Mirad à disposição dos interessados, para consulta no local.
A história do Ministério Público do Trabalho no Brasil remonta à primeira metade do século XX, relacionada à história da Justiça do Trabalho. No entanto, é a partir da Constituição Federal de 1988 que o MPT ganha as atribuições que o caracterizam atualmente: uma instituição permanente, que goza de autonomia funcional, administrativa e financeira, para atuar, judicial e extrajudicialmente, na defesa dos interesses sociais e individuais indisponíveis relacionados ao mundo do trabalho, fiscalizando o cumprimento da legislação trabalhista, sempre que presente o interesse público. Em 1986, foi inaugurada a Procuradoria do Trabalho da 15ª Região, com sede em Campinas. Desde então, oito subsedes foram criadas Araçatuba, Araraquara, Bauru, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sorocaba para atender à demanda dos 599 municípios abrangidos nessa região.
O Supremo Tribunal de Justiça, previsto na Constituição de 1824, foi instituído por lei de 18 de setembro de 1828, substituindo o Tribunal da Mesa do Desembargo do Paço e a Mesa da Consciência e Ordens. Possuía as seguintes competências: conceder ou denegar revistas nas causas; conhecer dos delitos e erros de ofício dos ministros das Relações, os empregados no corpo diplomático e os presidentes de províncias; conhecer e decidir sobre os conflitos de jurisdição e competência das Relações das províncias. Sua atuação não começou de forma imediata, tendo sido necessário um período de cerca de três anos para sua organização. Não funcionava em nível de última instância e sim como tribunal de revista e acabou por absorver todas as responsabilidades que cabiam à Casa da Suplicação do Brasil. O decreto de 31/08/1829 estabeleceu que as causas eclesiásticas fossem julgadas em segunda e última instância na Relação competente. Este dispositivo legal foi modificado pelo decreto de 20/12/1830, o qual dispôs que cabia a revista para o Supremo Tribunal de Justiça de todas as sentenças proferidas em última instância nos tribunais eclesiásticos, salvo se as matérias julgadas fossem meramente espirituais. Posteriormente, a lei nº 609 de 18/08/1851 delegou ao Supremo Tribunal de Justiça uma nova atribuição: processar e julgar os arcebispos e bispos do Império nas causas que não fossem puramente espirituais. Foi extinto com o advento da República e a criação do Supremo Tribunal Federal pelo decreto nº 1 de 26/02/1891.
A Câmara de Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, também conhecida como Comissão de Pesquisa, foi criada por meio da Portaria DFCM n.º 05/86. Sua função inicial era implementar a política de pesquisa definida pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) da Unicamp e administrar o Fundo de Apoio à Pesquisa (FAP), um recurso financeiro destinado a fomentar a pesquisa na unidade.
Reestruturação e Ampliação das Atividades
Em julho de 1994, a Comissão de Pesquisa passou por uma reestruturação significativa, que ampliou substancialmente suas atribuições e objetivos. Desde então, sua missão principal tem sido oferecer suporte à comunidade científica da FCM. Entre suas atividades destacam-se:
- Apoio Financeiro à Pesquisa: A Comissão passou a gerenciar programas específicos para financiar a execução de projetos científicos desenvolvidos por docentes e pesquisadores da unidade.
- Criação e Organização de Banco de Dados: Outra atribuição importante é a coleta e organização de informações acadêmicas relevantes, formando um banco de dados que auxilia na gestão e na divulgação do conhecimento científico.
Com essas iniciativas, a Comissão vem cumprindo seu papel de estimular a pesquisa e promover a divulgação das atividades acadêmicas realizadas na FCM.
Colaboração com a Pró-Reitoria de Pesquisa
Em parceria com a PRP, a Comissão de Pesquisa atua como suporte para os docentes da FCM no acesso e na gestão de recursos financeiros alocados para atividades de pesquisa. Por meio de sua secretaria, oferece um ponto de apoio estratégico para a utilização desses recursos, garantindo que estejam alinhados às diretrizes institucionais.
Serviços Complementares Oferecidos
A Comissão também é responsável por coordenar e facilitar serviços que potencializam a produção acadêmica da FCM. Alguns desses serviços incluem:
- Correção e Tradução de Textos Científicos:
- Traduções do português para inglês, francês e espanhol.
- Revisão de textos em inglês, francês e espanhol.
- Consultoria para adequação de artigos às normas de periódicos científicos.
- Contatos com autores, tradutores e editores, quando necessário.
- Pareceres Técnicos:
A Comissão avalia os trabalhos submetidos a premiações, como o Prêmio Lopes de Faria, emitindo pareceres técnicos detalhados. - Serviço de Bioestatística:
Para atender às demandas de docentes e discentes, a Câmara de Pesquisa disponibiliza um serviço especializado de bioestatística. Dois profissionais graduados em Estatística auxiliam na elaboração e análise de dados para projetos de pesquisa em todos os departamentos da FCM.
Relevância para a FCM
A Câmara de Pesquisa desempenha um papel essencial para a Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, funcionando como um pilar de suporte à produção científica. Sua atuação estimula a excelência acadêmica, promove a captação de recursos e contribui para a visibilidade e o impacto das pesquisas realizadas na unidade, consolidando a FCM como referência no cenário científico nacional e internacional.
Dentre destas novas atribuições, a Câmara de Pesquisa busca estimular a pesquisa e a divulgação de atividades acadêmicas.
