Fundo AE - Alexandre Eulalio

Área de identificação

Código de referência

BR SPCEDAE AE

Título

Alexandre Eulalio

Data(s)

  • 1837 - 1988 (Predominantemente 1932-1988) (Produção)

Nível de descrição

Fundo

Dimensão e suporte

Textuais: 2.392 manuscritos/datiloscritos, 2.483 impressos; Iconográficos: 704 fotografias, 467 diapositivos, 218 negativos, 353 cartões-postais, 91 desenhos, 39 cópias fotostáticas, 25 gravuras e 10 pinturas; Tridimensionais: 2 objetos

Área de contextualização

Nome do produtor

(18/06/1932 - 02/06/1988)

Biografia

Filho de Eliziário Pimenta da Cunha e de Maria Natália Eulalio de Sousa Pimenta da Cunha, Alexandre Magitot Pimenta da Cunha nasce em dezoito de junho de 1932, no Rio de Janeiro.

Alexandre Eulalio tem seus estudos realizados na terra natal: Scuola Principe di Piemonte (1937-1941), Colégio São Bento (1942-1948) e Colégio Andrews (1949-1951). Frequenta a Faculdade Nacional de Filosofia (1952-1955), que, no entanto, não chega a concluir. Nessa mesma instituição, Eulalio participa de um curso com Augusto Meyer - com quem trabalharia, logo em seguida, no Instituto Nacional do Livro, onde se torna, ao lado de Brito Broca, redator da "Revista do Livro" (1956-1965).
A partir de 1952, Alexandre Eulalio começa a escrever para jornais de grande circulação, a exemplo do "Estado de Minas", "O Diário" (Belo Horizonte), "Jornal de Letras", "Correio da Manhã", "Diário Carioca", "O Globo", "Folha de São Paulo", entre outros. Em 1963, recebe o Prêmio Brito Broca ("Correio da Manhã") com "O ensaio literário no Brasil". De meados dos anos 1960 em diante, diminui sua contribuição para jornais diários, passando a escrever para revistas especializadas.

Em dezembro de 1961, Alexandre Magitot Pimenta da Cunha efetiva a alteração oficial de seu nome para Alexandre Eulalio Pimenta da Cunha.

Comissionado pelo Governo Federal, Alexandre Eulalio viaja para a Itália em 1966 como leitor brasileiro junto ao Instituto Universitàrio di Venezia, onde permanece até 1972. Concomitantemente a esse projeto, é conferencista-visitante na Universidade de Harvard, entre setembro de 1966 e fevereiro de 1967.
Ao longo de sua atividade profissional, Alexandre Eulalio publica uma quantidade expressiva de prefácios, introduções, apresentações e posfácios. Em formato de livro, lança em 1978 a obra "A aventura brasileira de Blaise Cendrars", que obtém o Prêmio Pen Club do Brasil. Dedica-se, em suas atividades de pesquisa, a diversos temas e perfis biográficos, a exemplo da elaboração da biografia de Dom Luís, neto de Dom Pedro II. Eulalio não chega a concluir o perfil biográfico dessa personalidade, deixando, porém, um vasto material iconográfico e documental, incluindo esboços, notas e discursos sobre membros da família imperial brasileira.

Ao longo dos anos, Alexandre Eulalio traduz diversas obras para o português. São exemplos dessa sua atividade as obras: "O Belo Antonio", de Vitaliano Brancati (1962); "Nathanael West", de Stanley Edgar Hyman (1964); "Isadora", de Alberto Savinio (1985); e textos de Jorge Luis Borges que foram publicados no "Jornal de Letras", na revista "Senhor" e na "Leitura".

No decorrer do decênio de 1980, dirige a coleção "Tempo reencontrado" (parceria da editora Nova Fronteira com a Fundação Casa de Rui Barbosa), também colocando em circulação dois textos raros: "Mattos, Malta ou Matta?", de Aluísio Azevedo; e "O Tribofe", de Arthur Azevedo. Entre 1972 e 1975, enquanto Assessor Superior do Departamento de Assuntos Culturais do Ministério da Educação (MEC), é roteirista e orientador da mostra itinerante "Tempo de Dom Pedro II", escrevendo o roteiro e dirigindo os documentários "Memória da Independência" e "Arte Tradicional da Costa do Marfim". Nesse campo, também escreve o roteiro e dirige o curta-metragem "Murilo Mendes: a poesia em pânico" e colabora com Joaquim Pedro de Andrade no roteiro do longa "O homem do pau-brasil" (1981).

Na condição de Chefe de Gabinete do Secretário Municipal de Cultura de São Paulo (1975-1979), Alexandre Eulalio monta as exposições "José de Alencar e seu Mundo" e "Dom Pedro II", também editando vários números especiais do "Boletim Bibliográfico da Biblioteca Municipal Mário de Andrade". Entre 1984 e 1985, atua como Comissário brasileiro junto ao Ministério das Relações Exteriores, dentro do programa França-Brasil. Participa do Conselho do Museu de Arte de São Paulo "Assis Chateaubriand" (MASP) e do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), estando ligado, ainda, a inúmeras atividades culturais no Rio de Janeiro e em São Paulo (palestras, cursos, exposições etc.), particularmente na Casa Rui Barbosa e no Museu Nacional de Belas Artes. É desse período a exposição sobre o autor de "Menina Morta", organizada pelo amigo Marco Paulo Alvim, cujo catálogo estampou o conhecido ensaio "Os Dois Mundos de Cornélio Pena" (1979) e o ensaio "Henrique Alvim Corrêa: Guerra & Paz" (1981), também concebido para apresentar os trabalhos do artista reunidos na Casa Rui Barbosa. Nesse universo, destaca-se ainda a exposição "Século XIX", da qual Eulalio é um dos responsáveis, dentro da mostra "Tradição e Ruptura", patrocinada pela Fundação Bienal de São Paulo, em 1984.

Em 1979, Alexandre Eulalio torna a atuar em uma universidade nacional, na qualidade de docente notório saber no Departamento de Teoria Literária, do Instituto de Estudos da Linguagem, da Universidade Estadual de Campinas (IEL-UNICAMP). Nessa Instituição, Eulalio leciona entre 1980 e 1988, tendo a oportunidade de retomar diversos pontos de interesse e atuar em diferentes projetos. Entre eles, destaca-se "Literatura e Pintura: simpatia, diferenças, interações" (1979), em que valoriza a perspectiva comparativa, outrora presente em artigos e textos. Nessa fase, também planeja a organização dos volumes da obra de Brito Broca, dos quais três são efetivamente publicados.

Alexandre Eulalio falece no dia dois de junho de 1988, na cidade de São Paulo.

História do arquivo

Alexandre Eulalio deixou uma carta, antes de seu falecimento, manifestando o desejo de que a UNICAMP adquirisse sua biblioteca e seu arquivo pessoal para preservá-los em seu todo. Nesta carta, também manifestou o desejo de que o conjunto ficasse sob a guarda da Profa. Dra. Maria Eugênia Boaventura, do Prof. Dr. Davi Arrigucci Jr. e do Prof. Dr. Roberto Schwarz até que a universidade efetivasse a aquisição. Durante um período os documentos e os livros ficaram numa sala anexa à Biblioteca do IEL, sala que, inclusive, recebeu o nome do titular. Os livros foram transferidos para o setor de Coleções Especiais e Obras Raras da Biblioteca Central da UNICAMP e os documentos para o CEDAE.

Fonte imediata de aquisição ou transferência

O acervo foi doado por Fernando César Pimenta da Cunha, em 1988.

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Composto por documentos de ordem pessoal e familiar, destacando-se, entre os últimos, cartas e documentos políticos e de negócios de seu avô materno, Antonio Eulalio; um amplo conjunto de fotografias do titular, familiares e amigos; convites para vernissages, entrega de prêmios e inaugurações; originais manuscritos e datilografados de textos críticos de autoria do titular e de terceiros; anotações de estudo; planos de editoração, de pesquisas e de cursos acadêmicos; correspondências com membros de universidades brasileiras e estrangeiras e, entre outras, sobre publicações de sua autoria e de terceiros; relatórios; documentos administrativos e correspondências relativas às atividades culturais que desenvolveu junta a Secretaria de Cultura de São Paulo e ao Projeto França Brasil; documentos originais cedidos pelos descendentes da Família Imperial; destaca-se ainda um grande número de catálogos de exposições de artes e de leilões, agendas, calendários e slides com reproduções artísticas, assim como desenhos, gravuras e pinturas de autoria de terceiros.

Avaliação, seleção e eliminação

Incorporações

Sistema de arranjo

O Fundo está classificado em 5 séries, 12 subséries e 3 dossiês.

Área de condições de acesso e uso

Condições de acesso

Consulta livre.

Condiçoes de reprodução

Consulte as normas gerais de reprodução do CEDAE.

Idioma do material

  • alemão
  • espanhol
  • francês
  • inglês
  • italiano
  • português do Brasil

Script do material

    Notas ao idioma e script

    Características físicas e requisitos técnicos

    Instrumentos de descrição

    INVENTÁRIO Analítico do Arquivo Pessoal de Alexandre Eulalio. Org. e descr. por Vânia R. P. de Miranda. Campinas: CEDAE/IEL/UNICAMP, 1992. 323 p.

    Área de materiais associados

    Existência e localização de originais

    Existência e localização de cópias

    Unidades de descrição relacionadas

    Coleção Brito Broca / CEDAE; Coleção Alexandre Eulalio / Biblioteca de Obras Raras Fausto Castilho - UNICAMP.

    Descrições relacionadas

    Nota de publicação

    EULALIO, Alexandre. Escritos. Org. Berta Waldmanm; Luiz Dantas. Campinas, SP: UNICAMP; São Paulo: UNESP, 1992.

    EULALIO, Alexandre. Literatura e artes plásticas. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa,1989.

    EULALIO, Alexandre. Livro involuntário: literatura, história, matéria e memória. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 1993.

    MACEDO, Sílvia Quintanilha. Alexandre Eulalio: retrato de um intelectual singular. Tese (Doutorado) - FFLCH, USP, São Paulo, 2004.

    REMATE DE MALES. Alexandre Eulalio Diletante. Campinas: Departamento de Teoria Literária do Instituto de Estudos da Linguagem - Universidade Estadual de Campinas, jun. 1993. 392 p. Número especial. Organizado por Maria Eugenia Boaventura e Carlos Augusto Calil.

    REYNALDO, Luciane. Alexandre Eulalio: as múltiplas faces de um intelectual. 2005. Dissertação (Mestrado em Teoria e Historia Literária) - IEL, Unicamp, Campinas, 2005.

    Área de notas

    Nota

    Localização Física: Ar8,A2,B1,Ar15, A1-6,B1-3

    Identificador(es) alternativos

    Pontos de acesso

    Pontos de acesso de assunto

    Pontos de acesso local

    Ponto de acesso nome

    Pontos de acesso de gênero

    Área de controle da descrição

    Identificador da descrição

    Identificador da entidade custodiadora

    Regras ou convenções utilizadas

    Descrição baseada em: CONSELHO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS. ISAD (G): Norma geral internacional de descrição arquivística: segunda edição, adotada pelo Comitê de Normas de Descrição,Estocolmo, Suécia, 19-22 de setembro de 1999, versão final pelo CIA - Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2001.

    Estado atual

    Final

    Nível de detalhamento

    Completo

    Datas de criação, revisão, eliminação

    Criação em 28/06/2006. Revisão em 04/08/2025.

    Idioma(s)

    • português do Brasil

    Sistema(s) de escrita(s)

      Fontes

      Nota do arquivista

      Descrição da Planilha de Fundo elaborada por Ligia Belem, Marco A. P. Domingues e Cristiano Diniz.

      Área de ingresso